Simulador: Voando olhando para os reloginhos

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Há um tempo, fizemos um post sobre como se preparar para o voo IFR no simulador, e no intuito de acrescentar dicas para aumentar o realismo e entendimento desta difícil, porém não impossível regra, trazemos este artigo.


Os reloginhos que não servem para ver horas

O voo IFR que abordaremos neste post é do tipo analógco, no que se refere a navegação por instrumentos que cabe totalmente ao piloto. Nesse caso o mesmo deve ajustar os rumos, cursos, radiais, QDM e QDR para manter em sua rota, diferentemente das aeronaves que são homologadas RNAV, que normalmente fazem todo o trabalho.

Como exemplo de aeronaves que podem ser homologadas para fazer o IFR convencional, temos aviões como: Seneca I ao V, Corisco, Cessna 172, Beechcraft C90B, entre muitas outras aeronaves que, tendo os instrumentos necessários, seguidos da homologação, podem voar por instrumentos.


Treinar é o que importa!

Quando o treinamento IFR é o que interessa para o usuário do simulador de voo, tais quais Flight Simulator 2004/X, X-Plane 10 e Prepar3D, o que está valendo é a capacidade da aeronave em realizar os procedimentos de maneira precisa e real. Devido a isso, é importante ter em mente que apesar de haver add-ons que aumentam a qualidade gráfica (inclusive do painel), por vezes eles podem acabar prejudicando a performance do simulador quanto ao FPS, ou seja, trocam sua eficácia de fazer os procedimentos por apenas uma beleza a mais.

Dentre os bons add-ons de aeronaves que podemos indicar para seu estudo IFR, estão o B200, C90B, Piper Archer e Piper 34. Todos esses softwares podem ser encontrados através do site da Carenado, a maioria com um bom custo financeiro… Em dólar. Esses aviões são bons tanto em questão de qualidade gráfica, quanto em fidelidade de seguir sua navegação sem estresse.

Existem muitas outras desenvolvedoras bem qualificadas nesse quesito. Para conhecer as melhores, recomendamos a leitura de nosso artigo “Top 5 – Desenvolvedores de aeronaves para Simuladores de Voo”.


Nem tudo é um céu de brigadeiro…

Apesar da fidelidade dos sistemas de navegação ser algo pelo qual o desenvolvedor preza, bugs podem sempre ocorrer. Como um exemplo de experiência própria, houve um voo no qual selecionei a função de NAV durante a aproximação inicial (que deveria manter o curso desejado), porém a aeronave começou a realizar curvas sem sentido, que só foram interrompidas após o retorno para o HDG.

Vale reforçar o assunto da questão financeira. Esse gênero de add-ons de aeronaves completas, são geralmente pagos em dólares, mas também podem ser encontrados em euros e libras. Como estamos em um período de climb negativo na economia, é necessário ter atenção a conversão dessas moedas, que podem chegar de 3 a 4 reais.


Pensemos no processamento

Uma dúvida frequente de pessoas que iniciam suas vidas de pilotos virtuais, é sobre o hardware necessário para rodar as aeronaves de seu simulador.

É necessário ter em vista que essas aeronaves, algumas consideradas de categoria leve e performance de A e B, são leves, tanto em seu tamanho de arquivo, quanto em seu consumo de processamento. Já outras aeronaves de grande porte, da Boeing, Airbus, Embraer etc, requerem grande performance de seu computador para rodarem com fluidez.

Para quesito de comparação, um Seneca PA-34 da Carenado pesa 200MB, enquanto o B747 da PMDG tem um sutil tamanho de 12.6GB. Portanto, preste atenção nas aeronaves que seu computador consegue operar.

No geral, essas aeronaves mais simples não afetam sua taxa de FPS (frames per second), parâmetro que indica quantos quadros por segundo seu computador está conseguindo processar com esses add-ons.

Uma boa placa de vídeo é algo primário para se ter uma experiencia satisfatória. Qualquer modelo acima de uma NVIDIA GTX 760ti, conseguirá suprir suas necessidades em tempos atuais. Um processador i5 ou superior, e no mínimo 8GB de RAM também são bons referenciais para uma boa experiência.

Com esse hardware o aluno ou aluna obterá um bom desempenho e conseguirá treinar de forma fluida seus voos IFR sem imprevistos.


Uma oportunidade que nem todos tem

Como nem todos se informam antes de ingressar na aviação, considere a possibilidade de utilizar seu simulador antes do voo real como uma vantagem. Há pessoas que possuem o mesmo equipamento e poder financeiro que você, contudo, por mero descuido, acabam não descobrindo as vantagens da aviação virtual.

Abrace essa oportunidade para colocar em prática no voo real os procedimentos treinados no simulador… E vice-versa. Considere também testar suas habilidades de leitura de cartas aeronáuticas, como a SID, STAR e IAC. Além disso, como nosso amigo Sales sempre diz, este é um voo que precisa de muita… Agilidade! Então use seu simulador com eficiência.

Lucas Ferreira
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Guardião dos e-mails, senhor dos Links da Semana e editor do CPCast. Proprietário de uma CIV com mais horas de voo virtual do que real... Por enquanto.
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  • Alex Ricardo Parolin

    Gostei muito do artigo, mas se tem uma coisa que ficou faltando nesse (e em alguns outros artigos do Canal Piloto) é a referência à asas rotativas…

    • Lucas Ferreira

      Grato pela dica!

  • Lucas Ramos

    Muito bom o artigo Chará, valeu pela dica!!!

    • Lucas Ferreira

      Grato pelo feedback!