Formação de Piloto de Planador 16

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Boa senhoras e senhores, estamos de volta com nossa coluna sobre a formação de um piloto de planador. Primeiramente gostaria de me desculpar pela ausência sem aviso algum, ela se deu por causa da minha pausa no prático de PPL (Piloto de Planador) por motivos pessoais. Retornei à ativa agora em setembro e já estou solo :D.

Sei que existe um espaço entre o último post no começo do ano e o primeiro dessa nova coluna, mas esse espaço logo será recuperado. Por acreditar que a coluna estava muito repetitiva e não diferir muito dos relatos de Piloto Privado e Comercial de Avião, pois a fase de instrução é muito parecida em qualquer um desses cursos práticos, até porque todos são baseados em regulamentos da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), venho testar um novo formato que será explicado a seguir.

Como os antigos leitores devem saber e os novos saberão agora, os voos de planador na maioria dos aeroclubes funcionam nas chamadas “operações”, que é um dia de trabalho onde todos os presentes ajudam no recolhimento das cordas de reboque, no alinhamento dos planadores à pista, na corrida de asa que se dá na decolagem e outras peculiaridades dos voos de planador que serão explicados na coluna. Já que “operações” nunca são iguais, como as fases de instrução, acredito que uma coluna contando os causos de um dia de voo de planadores seria diferente e mais proveitosa aos leitores. Peço que comentem o novo formato além é claro de deixar dúvidas, opiniões e dicas.

Nos primeiros posts pretendo contar como foi meu retorno à ativa e ir mesclando instrução e operação aos poucos até que todos estejam familiarizados com os termos e atividades. Gostaria de lembrá-los que os textos sobre instrução não vão acabar, eles estarão implícitos na escrita. Dessa forma acho eu que a coluna vai ficar mais completa pois vai falar sobre tudo o que um aluno de planador passa na formação e em sua vida como volovelista.

Quanto ao aeroclube em que voo (Aeroclube Politécnico de Planadores – Jundiaí/SP), algumas coisas mudaram desde o começo do ano. A principal é a grade curricular do curso prático que está um pouco diferente, a parte inicial da instrução é feita em Jundiaí com os motoplanadores Grob G109B e após certa experiência o aluno é liberado para voar na outra base, em Rio Claro/SP, onde temos 2 planadores biplace(para 2 pessoas) chamados Puchacz e 5 monoplace(para uma pessoa) de variados modelos.

Eu só estou voando em Rio Claro ultimamente, então é sobre essa operação que irei relatar, mas futuramente posso explicar melhor como funciona a escala de vôos em Jundiaí, qual a organização e procedimentos que devem ser feitos. Com o desenvolvimento da coluna vamos nos deparar com outras mudanças mais simples, mas não menos importantes.

Por hoje é isso que tenho para apresentar, pretendo ajudá-los na carreira e torço para que escolham o vôo a vela para complementar sua experiência.

Espero que gostem do trabalho que vou fazer e que me acompanhem nele, qualquer dúvida, opinião ou dicas é só comentar ou enviar um e-mail.

Obrigado pela atenção e bons vôos!

Carlos Eduardo Damasceno

Renato Cobel
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