Realidade pós-curso teórico

posted in: Athos Gabriel, Textos | 13

Caros leitores, Oscar Lima Alfa!

Após minha despedida no ano passado, estou de volta ao Canal Piloto.

Para quem acompanhou minha coluna, que se tratava dos relatos das minhas experiências com o curso teórico de piloto privado, sabe que meus planos para este início de ano, eram realizar a banca da ANAC e iniciar a parte prática, além de voltar a escrever para o Canal Piloto. Pois bem, nada disso aconteceu, e vou dizer o porquê, irei falar da realidade pós-curso teórico.

Não poderia voltar a escrever, sem citar a ótima experiência que tive na viagem no fim de ano. Viajei em uma data próximo ao ano novo, fiz exatamente três conexões, passei o dia viajando. Tentei fazer um bom proveito de tudo, analisei coisas que antes não prestava atenção, mas faltava algo, faltava viajar na cabine. E foi o que consegui, no último voo até chegar ao meu destino.

Nada se compara a viajar na cabine de um jato comercial, da pra perceber o quanto é chato ser um passageiro comum (minhas desculpas, mas é verdade, o clima da cabine é mágico) – mas é o que serei por tempo indeterminado, por enquanto. Não tirei fotos ou filmagens, para preservar a tripulação. Nesse período “fora”, obtive sucesso no vestibular que citei aqui, comecei o curso, e estou feliz por ter certeza que foi uma ótima escolha. Trarei mais detalhes futuramente.

Realidade…

Antes de tudo, perdão por não cumprir o prazo estimado para a minha volta, mas o não comprimento dos planos me deixou acanhado. Mas vamos ao que interessa, irei revelar uma realidade que talvez muitos passarão (ou talvez não, após a leitura deste artigo), principalmente aqueles que não dispõem de um bom capital. Reprisando, não é regra pra ninguém o que irei cita a seguir.

Recapitulando, minhas intenções após a chegada de viagem eram de fazer o CMA, e realizar a banca da ANAC em fevereiro. Mas como eu não aprendi na segunda de curso teórico, obstáculos são imprevisíveis. Realidade seja dita, toda aquela euforia de curso teórico vai por água a baixo, e então se damos conta que NÃO voaremos, não o quanto imaginávamos.

Durante o curso teórico, a gente se reúne nas rodas com os amigos, troca informações sobre o aeroclube, fala que pensa em checar em tantos meses, talvez semanas. Mesmo sabendo da crítica situação da ANAC, dos poucos aviões nos aeroclubes, sonhamos que para “mim” vai da certo, mesmo sabendo que a conta bancária está zerada, daremos um jeito e a coisa vai acontecer.

Pois bem, isso é exatamente o que eu pensava, e talvez muitos de meus colegas de aeroclube. Aconteceu que após a chegada de viagem, o emprego não apareceu, meu plano de saúde não cooperou para solucionar pendências dos meus dentes, deixando meu CMA em cheque, e muito menos tive verba para bancar a bendita banca.

E o pior de tudo, caros leitores, não é isso, é algo chamado motivação. A motivação é abalada, até nos mais fortes, um sentimento de atraso consome os pensamentos de alguém que anseia logo alçar voo, algo que está distante parece sumir do horizonte, é frustrante. Este é o intuito desse artigo, deixar claro que os obstáculos aparecem (acredito que são os primeiros dessa longa jornada), claro, cada caso é um caso, porém devemos estar firmes no nosso objetivo.

Agora por aqui, as coisas começaram a da certo, resolvi a primeira pendência dos meus dentes, ainda falta resolver à segunda (que está marcado para maio, mas creio que se resolverá antes). Neste período coisas boas aconteceram, como já citado, fui aprovado no vestibular da universidade federal de Brasília, e isto vai me proporcionar boas oportunidades, que pretendo explora-las no texto do mês que vem (agora publicarei textos mensalmente).

É isso pessoal, aqui fica o recado, após o curso teórico, pé no chão, planejamento, paciência e motivação, as coisas darão certo se continuarmos firmes com o nosso objetivo, o de ser aviadores.

Athos G

www.vidadepiloto.com

Alexandre Sales
Redes
Latest posts by Alexandre Sales (see all)