Projetos suicidas e não tão suicidas assim: O sacrifício heróico

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O Esquadrão Leônidas, conhecido também como Staffel 5 da Kampfgeschwader 200 (KG200) da Luftwaffe, foi uma unidade criada exclusivamente para utilizar o Fieseler Fi 103R (Reichenberg).

O Fiseler Fi 103R, como citado no texto anterior (Projetos suicidas e não tão suicidas assim: Não é o que parece), é uma versão tripulada do V-1.

A criação deste esquadrão se originou da proposta de Otto Skorzeny, especialista em operações especiais, conhecido também como “o homem mais perigoso da Europa”, e também de Hajo Herrmann, piloto de bombardeiro, além de ser totalmente apoiada pela piloto Hanna Reisch, famosa piloto de testes da Segunda Guerra.

A ideia proposta para este esquadrão era usar voluntários como pilotos suicidas, a fim de superar a vantagem numérica dos aliados com o seu espírito fanático. Cometer suicídio pelo seu país vem das raízes mitológicas alemãs, que destacam o “Sacrifício Heróico”.

O nome Leônidas vem do rei de Esparta, que em 480 A.C. lutou com o exército invasor Persa na Batalha das Termópilas. Com 300 guerreiros de elite, Leônidas lutou até o último homem.

O plano inicial era atacar a frota de invasão aliada, utilizando o Me 328 equipado com 900 kg de bombas, e mergulhando sobre os navios em um ângulo que faria com que essas bombas explodissem o casco do navio alvo.

A ideia logo foi aprovada, e acrescentaram: “vamos utilizar criminosos condenados como pilotos”. Infelizmente, o Alto Comando da Luftwaffe não se mostrou interessado nisso, rotulando o plano de impraticável. Hitler também se mostrou contra a ideia, acreditando que tal ato não estava de acordo com o caráter alemão. Mesmo assim, surgiram mais de 70 voluntários, a maioria jovens, que foram obrigados a assinar uma declaração que dizia: “Tenho a honra de me apresentar voluntariamente para ser inscrito no grupo de suicídio, como parte de um planador/homem-bomba. Compreendo perfeitamente que o emprego nesta capacidade implicará a minha própria morte.”

Todos estes voluntários tinham um pensamento digno de grandes combatentes, que consideram a morte lutando como um soldado muito mais digna do que uma morte natural ou uma simples rendição. 

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Andrews Claudino