História das Companhias Aéreas – Capítulo 26

posted in: Artigos | 0

Capítulo 26

A Air Union foi uma das mais importantes companhias aéreas da França. Nascida em 1 de Janeiro de 1923 da fusão entre as companhias Compagnie des Messageries Aériennes e Compagnie des Grands Express Aériens, ela viria a agregar outras quatro companhias francesas para, dez anos após sua fundação, formar a Air France, que opera até hoje como companhia de bandeira da França.

Tendo como base o aeroporto de Le Bourget, o principal destino de suas rotas era o aeroporto Croydon, em Londres, confirmando esta rota como o principal eixo de operações das companhias européias do início do Século XX.

Uma vez que a Air Union formou-se da fusão de outras companhias aéreas, sua frota, como seria de se esperar, era bastante heterogênea. Seus fabricantes, contudo, eram predominantemente nacionais. Nos hangares da Air Union, predominavam os franceses Farman, Blériot, Breguet e Wibault, além de uma aeronave da FBA (Franco-British Aviation). Algumas destas aeronaves merecem ser mencionadas com destaque.

Farman_F.190

Apesar da Farman Aviation estar representada por seu mais bem-sucedido representante da época, o Farman F.60 Goliath, a frota da Air Union contava com algumas unidades do mais moderno membro da família, o Farman F.190. Com 14,4 metros de envergadura, 10,45 metros de comprimento e capacidade para 4 passageiros, o F.190 foi o primeiro monoplano da família Farman. Era equipado com um motor Gnome et Rhône 5Ba, produzido a partir do britânico Bristol Titan, com 230 hp de potência. Essa configuração conferia ao Farman F.190 um raio de ação de 460 milhas náuticas, voando a 100 nós sob um teto de aproximadamente 17.000 pés.

Blériot_155

Outra aeronave de destaque na frota da Air Union foi o Blériot 155. Com capacidade para 17 passageiros e três tripulantes (dois pilotos e um operador de rádio), o Blériot 155 foi o primeiro quadrimotor de que se teve notícia. Dois de seus motores Renault 8Fg, de 230 hp cada, eram montados ao lado da cabine, e os outros dois imediatamente acima destes, nas asas superiores, visto que o Blériot 155 era um biplano. Apenas duas unidades dessa aeronave foram construídas, e infelizmente, ambas se perderam em acidentes.

Luiz Cláudio Ribeirinho
Redes
Latest posts by Luiz Cláudio Ribeirinho (see all)